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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 29/09/2026 (terça-feira) · Leandro Spinelli, CFP®, Assessor de Investimentos

Bolsa volta a subir depois de quatro quedas, com os bancos, e desemprego é o menor desde 2012

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,46% nesta terça-feira (29/09) e fechou aos 183.828 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas em que tinha perdido mais de 2%. O dia também trouxe números fortes do mercado de trabalho: a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre até agosto, a menor desde 2012, e o país abriu 165.827 vagas com carteira assinada em agosto, bem acima do esperado.

Os grandes bancos puxaram a alta da bolsa, com Banco do Brasil subindo 2,56% e Itaú, 1,41%. Do outro lado, a CSN caiu 9,85% depois de revisar para baixo a produção por causa do frete mais caro, e a Vale perdeu 2,18% com a queda do minério de ferro. O dólar recuou 0,16%, para R$ 5,22, mesmo com a moeda americana subindo um pouco contra as principais moedas do mundo. Os juros futuros caíram em todos os prazos. Na eleição, a pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Lula com 45,3% e Flávio Bolsonaro com 42,2% no primeiro turno, marcado para domingo, 4 de outubro.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam com leve queda: o S&P 500 recuou 0,16%. A confiança do consumidor americano caiu para o menor nível desde 2014, mas os juros dos títulos do governo seguiram subindo, e o de 30 anos chegou a 5,61%, o maior desde 2002. O mercado já vê chance de pouco mais de 50% de o Fed, o banco central americano, subir os juros em outubro. O petróleo Brent caiu 1,71%, para US$ 96,16 o barril, com a volta das exportações por um oleoduto da Arábia Saudita e a recuperação dos embarques no Golfo. Nesta quarta, a bolsa do Japão subiu quase 2%.

Com emprego forte e juros altos, a renda fixa segue pagando bem. Os títulos atrelados à inflação oferecem mais de 7% ao ano acima do IPCA. A semana segue carregada, com a inflação americana hoje, o relatório de emprego dos EUA na sexta e a eleição no domingo, e é normal que câmbio e bolsa oscilem mais nesses dias. Cada carteira segue o perfil e os objetivos do seu investidor, e movimentos de poucos dias não mudam um plano de longo prazo.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa183.828 pontos+0,46%
DólarR$ 5,217-0,16%
S&P 5007.670,84-0,16%
Petróleo (Brent)US$ 96,16-1,71%
OuroUS$ 4.179,70+0,27%

Fechamento de 29/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Emprego. A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor nível desde 2012, segundo o IBGE. No mesmo mês, o Caged registrou a criação de 165.827 vagas formais, quase o dobro do que os economistas esperavam.
  • Endividamento e contas públicas. O endividamento das famílias repetiu o recorde de 49,9% da renda em julho, de acordo com o Banco Central. O governo central teve déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, ou seja, gastou mais do que arrecadou antes de contar os juros da dívida.
  • Petróleo. Segundo a consultoria Kpler, os embarques de petróleo no Golfo chegaram em setembro a 80% do nível de antes da guerra. O Citi projeta o Brent abaixo de US$ 70 ao longo de 2027. Não há acordo à vista entre EUA e Irã.
  • Agenda da semana. Hoje os EUA divulgam o PCE, índice de inflação acompanhado pelo Fed. Na sexta sai o relatório de emprego americano de setembro e, no Brasil, a produção industrial de agosto. No domingo, 4 de outubro, acontece o primeiro turno das eleições.

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