Flávio Bolsonaro termina o primeiro turno à frente de Lula, e ações brasileiras disparam em Nova York
O resultado do primeiro turno, conhecido na noite de domingo (04/10), é o assunto do mercado nesta segunda-feira. Com todas as urnas apuradas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos e o presidente Lula (PT), 45,16%. As pesquisas da véspera apontavam o contrário: o Datafolha de sábado tinha Lula com 45% e Flávio com 42%. Os dois voltam a disputar no dia 25 de outubro. O PL também ampliou a presença no Congresso, com 121 deputados federais e 19 senadores eleitos.
A reação começou ainda no domingo à noite. O EWZ, fundo negociado em Nova York que reúne ações brasileiras, passou a subir perto de 10% fora do horário regular e, às 8h35 desta segunda, avançava 12,6% antes da abertura. Os recibos de ações de Itaú, Bradesco e Petrobras negociados nos EUA sobem entre 9% e 14%. Parte do movimento veio antes da votação: na sexta-feira (02/10), o Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 2,63% e fechou aos 192.115 pontos, maior nível desde abril, com bancos, Petrobras e Vale na frente. O dólar caiu 0,13%, a R$ 5,22, e as taxas de juros do mercado futuro recuaram.
Lá fora, o destaque de sexta foi o relatório de emprego dos Estados Unidos. A economia americana criou 29 mil vagas em setembro, bem abaixo das 84 mil esperadas, e o desemprego subiu para 4,2%. O dado reduziu a expectativa de nova alta de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano, e as bolsas de Nova York subiram, com o S&P 500 em alta de 0,73%. No petróleo, o G7 anunciou a liberação de 100 milhões de barris de reservas para segurar os preços. Nesta segunda, a bolsa do Japão subiu 2,40% e as bolsas europeias operam mistas.
A semana começa com otimismo nos ativos brasileiros, mas a disputa continua aberta. A diferença entre os candidatos foi de 1,87 ponto percentual, a menor desde a redemocratização, e até o segundo turno pesquisas e declarações devem provocar oscilações fortes, nos dois sentidos. A carteira é montada justamente para atravessar períodos assim, com diversificação e horizonte de longo prazo. Para entender o que esse momento significa para a sua carteira, fale com seu assessor.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 192.115 pontos | +2,63% |
| Dólar | R$ 5,217 | -0,13% |
| S&P 500 | 7.722,72 | +0,73% |
| Petróleo (Brent) | US$ 102,25 | -0,06% |
| EWZ (pré-mercado hoje, 8h35) | US$ 43,01 | +12,6% |
Fechamento de 02/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Segundo turno em 25 de outubro. Flávio Bolsonaro e Lula voltam às urnas daqui a três semanas. Sete estados também terão segundo turno para governador. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas foi reeleito já no primeiro turno.
- Inflação de setembro. O IBGE divulga o IPCA de setembro na sexta-feira (09/10), às 9h. Bradesco e Itaú projetam alta entre 0,75% e 0,79% no mês. Na sexta passada, a produção industrial de agosto surpreendeu para baixo, com queda de 0,6%.
- Juros nos EUA. Na quarta-feira (07/10) sai a ata da última reunião do Federal Reserve. O juro do título americano de 10 anos fechou a sexta em 5,28%, perto do maior nível em 24 anos, tocado na quinta-feira (01/10), mesmo com o dado fraco de emprego.
- Petróleo. O G7 vai liberar 100 milhões de barris de estoques de emergência em quatro meses, com prioridade para o diesel. O petróleo americano (WTI) caiu 1,90% na sexta, enquanto o Brent, referência internacional, terminou estável em US$ 102,25.
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