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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 22/10/2026 (quinta-feira) · Leandro Spinelli, CFP®, Assessor de Investimentos

Petróleo em alta, tecnologia em queda nos EUA e eleição apertada levam o Ibovespa a cair 1,15%

O petróleo Brent subiu 4% nesta quinta-feira (22/10) e fechou a US$ 113,17 o barril, o maior nível desde maio. A alta veio depois de novos ataques do grupo houthi a instalações de petróleo na Arábia Saudita e de relatos de que Estados Unidos e Israel preparam planos para atacar o Irã. Na mesma sessão, as ações de tecnologia caíram forte em Nova York, e o dia acabou negativo para a maior parte dos mercados.

Por aqui, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,15% e fechou aos 204.120 pontos. A maior pressão veio da Vale, que caiu 3,97% com o minério de ferro em baixa e já perde quase 12% em outubro, e das siderúrgicas. O dólar subiu 0,22%, a R$ 5,04, num dia em que a moeda americana perdeu força no resto do mundo. Ou seja, foi o real que enfraqueceu. A três dias do segundo turno, os juros futuros subiram, e economistas ouvidos pela imprensa atribuíram a maior parte do movimento à disputa eleitoral. O Datafolha divulgado à noite mostrou Flávio Bolsonaro e Lula empatados, com 50% dos votos válidos cada.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu 1,21% e a Nasdaq, bolsa das empresas de tecnologia, perdeu 2,60%, o pior dia desde junho. A Meta, dona do Facebook e do Instagram, recuou cerca de 7% depois de anunciar que vai gastar até US$ 145 bilhões em investimentos ligados à inteligência artificial no próximo ano. A queda ficou concentrada nas grandes empresas de tecnologia: o Dow Jones terminou estável. O ouro caiu 2,16%, com o mercado preocupado com o efeito do petróleo caro sobre a inflação e os juros americanos.

Nesta sexta de manhã veio um dado positivo: a prévia da inflação de outubro (IPCA-15) subiu 0,32%, abaixo de todas as projeções do mercado e bem abaixo dos 0,70% de setembro. A semana que vem concentra a eleição de domingo e a decisão de juros do Federal Reserve, o banco central americano, na quarta-feira. Os preços devem oscilar mais nesses dias. A carteira de cada investidor foi montada para os objetivos dele no longo prazo, e não para o resultado de uma semana de eleição.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa204.120 pontos-1,15%
DólarR$ 5,038+0,22%
S&P 5007.663,43-1,21%
Nasdaq26.008,86-2,60%
Petróleo BrentUS$ 113,17+4,00%

Fechamento de 22/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Inflação desacelera. o IPCA-15 de outubro subiu 0,32%, contra projeções que iam de 0,37% a 0,50%. Em 12 meses, a alta é de 4,62%. Alimentos responderam por mais da metade do resultado, e a conta de luz mais barata ajudou a segurar o índice.
  • Segundo turno no domingo (25/10). as pesquisas mais recentes mostram empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. O último debate na TV acontece nesta sexta à noite, e a abertura de segunda-feira deve refletir o resultado das urnas.
  • Petróleo segue subindo. nesta manhã o Brent avança mais 1,5% e passa de US$ 114 o barril. Petróleo caro encarece combustíveis e pode pressionar a inflação nos próximos meses.
  • Fed na quarta (28/10). o banco central americano decide os juros na próxima semana. Na quinta saem o PIB do terceiro trimestre e o índice de inflação preferido do Fed, o PCE.

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