Bolsa brasileira tem a maior alta em mais de seis anos e passa de 200 mil pontos depois do primeiro turno
O resultado do primeiro turno da eleição presidencial comandou o mercado nesta segunda-feira (05/10). Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Lula (PT), com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%, e o PL ampliou a presença na Câmara e no Senado. Analistas apontaram melhora na perspectiva para as contas públicas a partir de 2027, e bolsa, real e títulos públicos subiram juntos.
O Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 7,70% e fechou aos 206.912 pontos, a primeira vez acima de 200 mil. Durante o dia chegou a 209.606 pontos, recorde. Foi a maior alta diária em mais de seis anos, com volume de R$ 103 bilhões, várias vezes a média. Bancos, varejo e a própria B3 lideraram, com altas acima de 20% em Magazine Luiza, Cosan, B3 e BTG Pactual. Exportadoras como Suzano e Embraer caíram. O dólar recuou 4,12% e fechou a R$ 5,00, depois de passar a manhã abaixo desse nível. Os juros futuros caíram mais de um ponto percentual nos prazos longos.
No exterior o dia foi mais calmo. O dólar se fortaleceu levemente contra outras moedas fortes, o que mostra que a queda por aqui foi um movimento específico do real. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,66% e o Nasdaq, 1,05%. O petróleo Brent, referência internacional, caiu 1,89%, a US$ 100,32 o barril. Nesta terça, as bolsas da Ásia e da Europa operam em alta.
Para quem tem bolsa e títulos prefixados ou atrelados à inflação na carteira, o pregão de ontem trouxe valorização relevante. A eleição, porém, ainda não terminou. A diferença no primeiro turno foi de menos de dois pontos, e até o segundo turno, em 25 de outubro, pesquisas e declarações devem continuar mexendo com os preços nos dois sentidos. A carteira é montada para atravessar períodos assim, com diversificação e foco no longo prazo.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 206.912 pontos | +7,70% |
| Dólar | R$ 5,00 | -4,12% |
| S&P 500 | 7.773,95 | +0,66% |
| Petróleo (Brent) | US$ 100,32 | -1,89% |
| Nikkei (hoje) | 70.684 | +1,05% |
Fechamento de 05/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Segundo turno em 25 de outubro. Flávio Bolsonaro e Lula voltam às urnas daqui a menos de três semanas. Sete estados também escolhem governador no segundo turno. As primeiras pesquisas da nova etapa devem sair nos próximos dias.
- Juros em queda. As taxas dos títulos públicos recuaram com força. O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,20% para 12,85% ao ano em um dia, segundo a ANBIMA, e o Tesouro IPCA+ 2031 caiu de 7,56% para 7,04% acima da inflação. Quando a taxa cai, o preço de quem já tem o título sobe.
- Inflação de setembro. O IBGE divulga o IPCA de setembro na sexta-feira (09/10), às 9h. Bradesco e Itaú projetam alta entre 0,75% e 0,79% no mês.
- Juros nos EUA. Na quarta-feira (07/10) sai a ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central americano. O título de 10 anos dos EUA paga 5,31% ao ano, perto das máximas em mais de duas décadas.
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