Petrobras sustenta a bolsa com o petróleo perto de US$ 110; em Nova York, tecnologia cai forte
A sexta-feira (16/10) foi do petróleo. O Brent, referência internacional, subiu 3,72% e fechou a US$ 109,86 o barril, o maior nível desde maio. A agência Reuters citou o risco de falta de oferta no Oriente Médio, e a Marinha do Irã relatou um petroleiro em chamas perto do Estreito de Ormuz, rota de boa parte do petróleo do mundo.
No Brasil, a alta do petróleo puxou a Petrobras, que subiu mais de 4%, e o Ibovespa, principal índice da bolsa, avançou 0,54%, para 205.430 pontos. Foi a primeira alta depois de três quedas seguidas. O dólar comercial recuou 0,28%, a R$ 5,07, acompanhando a moeda americana, que também perdeu força no mundo. Os juros futuros terminaram um pouco acima do fechamento de quinta. Na semana, marcada por pesquisas eleitorais apertadas, a bolsa caiu 1,74% e o dólar subiu 1,75%.
Nos Estados Unidos, o dia foi de venda de ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial. A Nasdaq caiu 2,15% e o S&P 500, 1,09%. Os investidores mostram preocupação com o volume de dívida que as empresas estão tomando para financiar a expansão da IA. O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que o banco central vai reavaliar o quadro nas reuniões de outubro e dezembro, sem indicar o próximo passo dos juros.
Esta é a última semana antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e o primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro foi ao ar ontem à noite. Até domingo, câmbio, juros e bolsa devem seguir reagindo a cada nova pesquisa. Para quem investe com prazo longo, movimentos de poucos dias pesam pouco perto da composição da carteira ao longo dos anos.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 205.430 pontos | +0,54% |
| Dólar | R$ 5,07 | -0,28% |
| Petróleo Brent | US$ 109,86 | +3,72% |
| S&P 500 | 7.659,44 | -1,09% |
| Nasdaq | 26.140,03 | -2,15% |
Fechamento de 16/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Inflação na sexta. O IBGE divulga na sexta-feira (23), às 9h, o IPCA-15 de outubro, a prévia da inflação oficial. As projeções vão de 0,35% a 0,51% no mês, com pressão de alimentos.
- Balanços nos EUA. A temporada de resultados ganha força com Netflix na terça e Tesla e Meta na quarta. Depois da queda das ações de tecnologia na semana passada, o mercado vai olhar de perto o que as grandes empresas americanas dizem sobre os gastos com IA. No Brasil, a WEG também divulga resultado nesta semana.
- Juros americanos. O Fed, banco central dos Estados Unidos, decide os juros em 28 de outubro. Pelas apostas do mercado, 83% esperam a manutenção da taxa nessa reunião.
- Eleição. As pesquisas Datafolha, CNT/MDA e BTG/Nexus mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. A Globo faz o último debate na sexta-feira, depois do Jornal Nacional.
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