Ibovespa recua pelo segundo dia, dólar sobe com a moeda americana forte no mundo e o petróleo dispara nesta manhã
O pregão de quarta-feira (07/10) foi de ajuste no Brasil e de cautela lá fora. Depois da alta de 7,70% de segunda, logo após o primeiro turno da eleição, a bolsa brasileira devolveu mais um pedaço do ganho. No exterior, o assunto foi a ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central americano: a maioria dos dirigentes ainda vê como provável pelo menos mais uma alta de juros nos Estados Unidos até o fim do ano.
Aqui, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,74% e fechou em 204.302 pontos. Bancos e Vale foram os maiores pesos negativos, enquanto a Petrobras subiu perto de 1%. Mesmo com as duas quedas seguidas, o índice acumula alta de 9,64% em outubro e de 26,80% no ano. O dólar subiu 0,70%, a R$ 5,01. Desta vez o movimento acompanhou o exterior: o índice que mede a força do dólar contra as principais moedas do mundo também subiu, 0,44%, e o real perdeu só um pouco mais que a média.
Nos Estados Unidos, as bolsas saíram dos recordes, com o S&P 500 caindo 0,22%. Os juros dos títulos do Tesouro americano de 10 anos voltaram ao maior nível desde 2002, perto de 5,28% ao ano. Nesta quinta de manhã, o petróleo Brent sobe quase 5%, para cerca de US$ 105 o barril. Segundo a consultoria Kpler, dez navios petroleiros foram atingidos no Estreito de Ormuz em uma semana, um recorde, e um furacão se aproxima da região das refinarias no Golfo dos EUA. As bolsas da Ásia fecharam em queda, com a Coreia do Sul recuando 2,62%, e a Europa também abre no vermelho.
Para o investidor brasileiro, o petróleo caro é o ponto a acompanhar, porque combustível mais caro costuma aparecer na inflação. A curva de juros já reagiu ontem: as taxas prefixadas mais longas subiram, enquanto os juros reais dos títulos atrelados à inflação caíram. Até o segundo turno da eleição, em 25/10, a tendência é de oscilações maiores nos dois sentidos, e decisões de carteira continuam valendo pelo prazo e pelos objetivos de cada um, não pelo movimento de um dia.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 204.302 pontos | -0,74% |
| Dólar | R$ 5,011 | +0,70% |
| S&P 500 | 7.801,77 | -0,22% |
| Petróleo (Brent) | US$ 100,20 | -0,38% |
| Índice do Dólar (DXY) | 102,28 | +0,44% |
Fechamento de 07/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Petróleo nesta manhã. O Brent sobe quase 5% hoje cedo, para cerca de US$ 105 o barril. A consultoria Kpler contou dez petroleiros atingidos no Estreito de Ormuz entre 28/09 e 04/10, contra um recorde anterior de seis por semana. Shell e Chevron reduziram a produção no Golfo dos EUA com a chegada do furacão Isaias.
- Juros americanos. A ata do Fed mostrou a maioria dos dirigentes vendo ao menos mais uma alta de juros até dezembro, sem definir tamanho nem data. A próxima decisão é em 28/10.
- Inflação de setembro. O IBGE divulga o IPCA de setembro nesta sexta (09/10), às 9h. Bradesco e Itaú projetam alta entre 0,75% e 0,79% no mês, o que levaria a inflação em 12 meses de 4,2% para 4,5%, com peso grande da conta de luz.
- Eleição. Sai hoje a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. A votação é em 25/10.
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