Petróleo dispara 4,4% e volta a passar de US$ 100; Ibovespa sobe 0,46% com Petrobras
O petróleo foi o assunto da quinta-feira (01/10). O Brent, referência internacional, subiu 4,37% e fechou a US$ 102,31 o barril. Segundo o Money Times, a alta ganhou força à tarde com a notícia de que os Estados Unidos estão enviando um terceiro grupo de porta-aviões e mais 9 a 10 mil militares ao Oriente Médio. Refinarias chinesas também suspenderam exportações de derivados durante o feriado no país.
No Brasil, o Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 0,46% e fechou aos 187.197 pontos, com Petrobras (PETR3 +1,80% e PETR4 +1,32%) e Vale (+0,56%) entre as que mais contribuíram. Os grandes bancos, que tinham puxado a alta de quarta-feira, fecharam levemente no vermelho. O dólar subiu 0,89% e terminou a R$ 5,22. O índice que mede a força do dólar no mundo (DXY) também subiu, 0,64%, então foi um dia de moeda americana forte em geral, com o real um pouco mais fraco que a média. Nos juros, as taxas dos títulos prefixados mais longos subiram cerca de 0,1 ponto percentual.
Lá fora, as bolsas de Nova York fecharam perto da estabilidade, com o S&P 500 em alta de 0,19%. O juro do Treasury de 10 anos, título do governo americano que serve de referência para o mundo, recuou para 5,24%, depois de tocar a maior taxa em 24 anos durante a madrugada. As bolsas europeias caíram mais de 1%. Nesta sexta-feira cedo o quadro é mais calmo: o Brent devolve cerca de 2,6%, a Europa sobe e os índices futuros americanos operam em alta antes do relatório de emprego dos EUA.
Para o investidor, a semana termina com dois temas no centro: petróleo, que mexe com inflação e com ações como Petrobras, e o primeiro turno das eleições, no domingo. São fatores que podem trazer oscilação nos próximos pregões, e é para atravessar períodos assim que a carteira é montada com diversificação e horizonte de longo prazo. Para entender o que esse cenário significa para a sua carteira, fale com seu assessor.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 187.197 pontos | +0,46% |
| Dólar | R$ 5,220 | +0,89% |
| S&P 500 | 7.666,45 | +0,19% |
| Petróleo (Brent) | US$ 102,31 | +4,37% |
| Juro do Treasury de 10 anos | 5,24% | -5,6 p.b. |
Fechamento de 01/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Primeiro turno no domingo. as eleições presidenciais acontecem em 4 de outubro, e esta sexta-feira é o último pregão antes da votação. No sábado saem novas pesquisas de Quaest, AtlasIntel, CNT/MDA e Palver. A política segue como pano de fundo dos preços, sem relação comprovada com um movimento específico.
- Emprego nos EUA. às 9h30 sai o payroll de setembro, o relatório oficial de emprego americano. Em agosto foram criadas 162 mil vagas e o desemprego ficou em 4,1%. O dado costuma mexer com a expectativa sobre os juros do Fed.
- Inflação acima do esperado. o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,51% em setembro, acima das estimativas de 0,40% a 0,46%. Na zona do euro, a prévia de setembro mostrou inflação de 3,8% em 12 meses, contra 3,6% esperados.
- Ásia mista. o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,60% na volta do feriado, e o Nikkei, do Japão, recuou 0,94% depois de subir 3,30% na quinta. As bolsas da China continental seguem fechadas até 8 de outubro.
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