Real se valoriza e o dólar cai a R$ 5,05 a seis dias do segundo turno; bolsa fecha perto da estabilidade
A segunda-feira (19/10) foi guiada pela eleição. Três pesquisas saíram no dia: a Atlas/Bloomberg mostrou Flávio Bolsonaro com 49,8% contra 47,6% de Lula, a PoderData deu 52% a 48%, e a BTG/Nexus apontou empate técnico, com 46,5% a 45,9%. Para gestores ouvidos pela imprensa, a expectativa com o resultado da eleição foi o que mais mexeu nos preços.
No Brasil, o dólar comercial caiu 0,49%, a R$ 5,05. O movimento foi do real: no mesmo dia a moeda americana ganhou força contra as principais moedas do mundo. O Ibovespa, principal índice da bolsa, chegou a subir quase 1% pela manhã, mas fechou em leve queda de 0,17%, aos 205.079 pontos, com a Petrobras recuando 2,8%. As ações de empresas menores subiram 2,4%. Os juros futuros terminaram um pouco abaixo dos níveis de sexta.
Lá fora, as ações de tecnologia se recuperaram em Nova York: a Nasdaq subiu 1,11% e o S&P 500, 0,41%. Os juros dos títulos do governo americano de 10 anos subiram para 5,14%, e os da França também avançaram, com protestos no país contra o custo de vida. O petróleo Brent chegou a US$ 110 o barril durante a tarde, mas fechou em leve queda. Nesta manhã, ele volta a subir e passa de US$ 111, depois de novas ameaças do Irã à navegação no Oriente Médio, e as bolsas da Ásia caíram, com a Coreia do Sul em -3,7%.
A semana segue concentrada no segundo turno de domingo (25/10), com novas pesquisas e o último debate na sexta. Câmbio e juros tendem a reagir a cada divulgação, como aconteceu ontem. Para quem investe com prazo longo, a oscilação de poucos dias pesa pouco perto da forma como a carteira está montada ao longo dos anos.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 205.079 pontos | -0,17% |
| Dólar | R$ 5,05 | -0,49% |
| S&P 500 | 7.690,73 | +0,41% |
| Nasdaq | 26.430,88 | +1,11% |
| Petróleo Brent | US$ 109,55 | -0,28% |
Fechamento de 19/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Pesquisas da semana. A Quaest divulga levantamento na quarta-feira (21) e o Datafolha na quinta (22). Na sexta (23), a Globo faz o último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação de domingo.
- Inflação na sexta. O IBGE divulga na sexta-feira (23), às 9h, o IPCA-15 de outubro, a prévia da inflação oficial. Os bancos projetam entre 0,45% e 0,51% no mês, com pressão de alimentos e alívio na conta de luz.
- Petróleo e Oriente Médio. A Guarda Revolucionária do Irã disse que pode estender o bloqueio de rotas marítimas ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez. Em sentido oposto, o governo americano informou que as exportações de petróleo do Golfo já voltaram a cerca de 80% do nível anterior à guerra.
- Expectativas do mercado. O Boletim Focus do Banco Central, divulgado ontem, trouxe projeção de inflação de 5,22% para 2026, Selic de 13,25% no fim do ano e dólar a R$ 5,13. Na China, o PIB cresceu 4,5% no terceiro trimestre, acima do esperado.
O BTG Pactual não fornece opiniões jurídicas ou tributárias. Sendo assim, esse material não constitui aconselhamento legal de qualquer natureza. Este é um breve resumo de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta, ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento ou produto específico. Embora as informações e opiniões expressas aqui tenham sido obtidas de fontes confiáveis e fidedignas, nenhuma garantia ou responsabilidade, expressa ou implícita, é feita a respeito da exatidão, fidelidade e/ou totalidade das informações. Ressaltamos também, que as opiniões expressas neste material refletem a opinião do respectivo profissional e não necessariamente expressam a opinião do BTG Pactual, não devendo ser tratadas como tal. As informações contidas neste material não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability").