Dólar fecha no maior nível desde março a uma semana do primeiro turno
O dólar subiu 0,85% nesta segunda-feira (28/09) e fechou a R$ 5,22, o maior valor de fechamento desde o fim de março. No Brasil, saíram duas novas pesquisas de intenção de voto para presidente a menos de uma semana do primeiro turno, marcado para o domingo, 4 de outubro. Nos EUA, os juros dos títulos do governo americano continuaram subindo, com a expectativa de uma nova alta de juros nos Estados Unidos.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,26% e fechou aos 182.991 pontos, na quarta queda seguida. Mesmo assim, acumula alta de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano. Os grandes bancos puxaram o índice para baixo, com Itaú e Bradesco caindo cerca de 1%, enquanto as petroleiras subiram com o preço do barril: Petrobras avançou 1,52% e PRIO, 3,84%. O índice do dólar contra as principais moedas do mundo subiu bem menos, 0,23%, o que mostra que a queda foi mais do real, junto com outras moedas de países emergentes. Os juros futuros subiram mais nos prazos longos do que nos curtos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu 0,77% e o Nasdaq, 0,92%. Os juros dos títulos de 10 anos do governo americano fecharam em 5,23%, e os de 30 anos chegaram ao maior nível desde 2004. O ouro caiu 3,54%, para US$ 4.168 a onça, o menor preço em sete semanas: com juro alto, o título americano passa a competir com o metal como reserva de valor. O governo americano rejeitou de novo uma proposta de acordo do Irã, e o petróleo Brent subiu 0,92%, para US$ 105,28 o barril. Nesta terça, as bolsas europeias abrem em alta e o petróleo recua cerca de 1%.
Semana de eleição costuma ter mais oscilação no câmbio e na bolsa, e esta ainda traz dados de emprego no Brasil e nos EUA. Na renda fixa, as taxas seguem altas: títulos prefixados pagam acima de 13% ao ano e os atrelados à inflação, mais de 7% acima do IPCA. Oscilações de poucos dias não mudam o plano de quem investe com horizonte longo, e cada carteira segue o perfil e os objetivos do seu investidor.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 182.991 pontos | -0,26% |
| Dólar | R$ 5,225 | +0,85% |
| S&P 500 | 7.683,69 | -0,77% |
| Petróleo (Brent) | US$ 105,28 | +0,92% |
| Ouro | US$ 4.168,40 | -3,54% |
Fechamento de 28/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Pesquisas eleitorais. Na pesquisa BTG/Nexus, Lula tem 42% contra 37% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e 46% a 44% no segundo. Na Quaest, o placar é de 39% a 34% no primeiro turno, com empate em 42% no segundo. As duas ouviram cerca de 2 mil pessoas entre 24 e 27 de setembro.
- Inflação do aluguel. O IGP-M, índice usado para reajustar a maior parte dos contratos de aluguel, subiu 1,57% em setembro, depois de cair 0,22% em agosto. Em 12 meses acumula 3,34%. A alta veio dos preços no atacado, puxados por soja, milho e carne bovina.
- Projeções do mercado. O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com economistas, elevou a projeção de inflação oficial (IPCA) para 2026 de 4,92% para 4,99%.
- Agenda da semana. Hoje saem a taxa de desemprego de agosto (Pnad) e o saldo de empregos formais (Caged). Na quarta, os EUA divulgam o PCE, índice de inflação acompanhado pelo Fed, e na sexta o relatório de emprego americano de setembro. No domingo, 4 de outubro, acontece o primeiro turno das eleições.
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