Petróleo volta a subir e juro americano no maior nível desde 2007 marcam o início da semana
A prévia da inflação oficial de setembro, o IPCA-15, subiu 0,70%, acima dos 0,53% esperados pelo mercado. O principal motivo foi a conta de luz: com o fim do bônus de Itaipu, que vinha dando desconto nas faturas, a energia elétrica residencial subiu 7,42% no mês. Em 12 meses, o índice passou de 4,24% para 4,47%. No fim de semana, o presidente americano Donald Trump rejeitou uma proposta do Irã para normalizar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, e o petróleo volta a subir nesta segunda-feira.
Na sexta-feira (25/09), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,27% e fechou aos 183.477 pontos, na terceira queda seguida. Na semana, o recuo foi de 0,95%. O dólar caiu 0,23%, para R$ 5,18, mas acumulou alta de 0,74% na semana. Mesmo com a inflação acima do previsto, os juros futuros recuaram em todos os prazos, acompanhando a queda do petróleo naquele dia. Entre as ações, a Azzas subiu quase 13% com a proximidade do prazo para propostas pela marca Farm Rio, enquanto Ultrapar e Vibra, distribuidoras de combustíveis, caíram perto de 5%.
Lá fora, as bolsas americanas subiram na sexta: o S&P 500 avançou 0,51% e o Dow Jones, 0,91%, com a expectativa de conversas entre Estados Unidos e Irã. O petróleo Brent caiu 2,14% naquele dia, para US$ 104,32 o barril. Nesta manhã o quadro é outro: o Brent sobe 3,4%, para US$ 107,85, os juros dos títulos de 10 anos do governo americano passam de 5,2%, o maior nível desde 2007, e o ouro cai cerca de 3%. O mercado vê perto de 72% de chance de o Federal Reserve, o banco central americano, subir os juros de novo em outubro. Na Ásia, a bolsa da Coreia do Sul caiu 2,70% na volta de um feriado.
Para o investidor, petróleo caro e juros altos nos EUA costumam trazer oscilação para a bolsa e o câmbio, e a semana ainda tem dados de emprego no Brasil e nos EUA. Na renda fixa, as taxas continuam elevadas tanto nos títulos prefixados quanto nos atrelados à inflação. Movimentos de uma semana não mudam o plano de quem investe com horizonte longo, e cada carteira segue o perfil e os objetivos do seu investidor.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 183.477 pontos | -0,27% |
| Dólar | R$ 5,181 | -0,23% |
| S&P 500 | 7.743,41 | +0,51% |
| Petróleo (Brent) | US$ 104,32 | -2,14% |
| Ouro | US$ 4.321,20 | +0,54% |
Fechamento de 25/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Conta de luz. O fim do bônus de Itaipu fez a energia elétrica residencial subir 7,42% no IPCA-15 e respondeu sozinho por 0,29 ponto do índice de 0,70%. No ano, a prévia da inflação acumula alta de 3,82%.
- Juro americano. Os juros dos títulos de 10 anos dos EUA passaram de 5,2%, nível que não se via desde 2007. O Fed subiu os juros em setembro pela primeira vez em mais de quatro anos, e o mercado aposta em nova alta na reunião de 28 de outubro.
- Agenda da semana. Nesta segunda sai o Boletim Focus, com as projeções do mercado para inflação e juros. Na terça, o Caged mostra a criação de empregos formais de agosto. Na quarta, os EUA divulgam o PCE, índice de inflação acompanhado pelo Fed, e na sexta sai o relatório de emprego americano de setembro.
- China. A bolsa de Xangai caiu 1,67% nesta segunda, na volta de um feriado, depois de dados que mostraram forte desaceleração dos lucros das indústrias chinesas. A China é a maior compradora do minério de ferro brasileiro.
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