Petróleo recua com conversa entre EUA e Irã, e o Ibovespa vira para alta na terça
Na terça-feira (22/09), o petróleo Brent, referência internacional, caiu 1,09% e fechou a US$ 99,25 o barril, depois de notícias de que o Irã aceitaria reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde passa boa parte do petróleo do mundo, se os Estados Unidos reduzissem a pressão militar. No mesmo dia, o Banco Central publicou a ata do Copom e o presidente Lula abriu a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Aqui no Brasil, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começou o dia em queda, chegou a perder quase 0,9% e virou para fechar em alta de 0,44%, aos 187.422 pontos. Hypera e Suzano ficaram entre as maiores altas. O dólar caiu 0,11%, para R$ 5,10, num dia em que a moeda americana se valorizou frente às principais moedas do mundo. Ou seja, o real ganhou força por conta própria. A ata trata da última reunião do Copom, que cortou a Selic para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido. O texto deixa a porta aberta para novos cortes, mas fala em aumento de incerteza e diz que o ritmo vai depender dos dados de inflação.
Nos Estados Unidos, o Nasdaq, índice que concentra as empresas de tecnologia, subiu 0,45% e bateu recorde pelo segundo dia seguido, puxado por ações ligadas a inteligência artificial. O S&P 500 ficou estável e o Dow Jones caiu 0,36%. Nesta quarta de manhã, o presidente americano Donald Trump disse que a reunião de três horas com representantes do Irã foi muito produtiva e que haverá um novo encontro. As bolsas da Ásia fecharam sem direção única e o petróleo voltou para perto de US$ 100.
O petróleo segue sendo o preço que mais mexe com os mercados, aqui e lá fora. Petróleo mais barato ajuda a segurar a inflação, e é a inflação que vai dizer se a Selic continua caindo. O quadro pode mudar rápido se as conversas entre EUA e Irã travarem. Decisões de carteira olham para o longo prazo e para os objetivos de cada investidor, não para o movimento de um único pregão.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 187.422 pontos | +0,44% |
| Dólar | R$ 5,103 | -0,11% |
| S&P 500 | 7.764,64 | 0,00% |
| Nasdaq | 27.244,28 | +0,45% |
| Petróleo (Brent) | US$ 99,25 | -1,09% |
Fechamento de 22/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Copom. Na ata publicada na terça, o Banco Central explicou o corte da Selic para 13,75% pela desaceleração da economia e da inflação. Os economistas ficaram divididos entre mais um corte de 0,25 ponto na próxima reunião e uma pausa.
- Petróleo e Oriente Médio. Além da conversa entre EUA e Irã, a Arábia Saudita retomou um oleoduto que evita o Estreito de Ormuz. O Brent vinha de cinco quedas seguidas e agora oscila em torno de US$ 100.
- Eleição. A pesquisa Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 41% num eventual segundo turno, empate técnico dentro da margem de erro.
- Inflação na sexta. O IBGE divulga o IPCA-15 de setembro na sexta (25/09), às 9h. A projeção do mercado é de alta de 0,55% no mês. Na quinta, o Banco Central publica o Relatório de Política Monetária.
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