Bolsa sobe, dólar vai a R$ 5,10 e Wall Street tem o melhor dia desde agosto com o petróleo em queda
O petróleo Brent caiu 3,4% na segunda-feira (21/09), para US$ 100,34 o barril, com a Arábia Saudita exportando mais de 4 milhões de barris por dia e a expectativa de retomada da negociação entre Estados Unidos e Irã. Os juros dos títulos americanos recuaram junto, e as bolsas subiram no mundo todo.
No Brasil, o Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 0,74% e fechou aos 186.595 pontos, com os bancos entre os destaques. Petrobras e PRIO caíram junto com o petróleo, e a Vale recuou 1,12%. O dólar caiu 0,70%, para R$ 5,108. O índice que mede a força do dólar no mundo subiu um pouco no mesmo dia, então a queda aqui foi um movimento do real, que se valorizou junto com outras moedas de países emergentes. Os juros futuros também caíram. Em paralelo, uma nova pesquisa mostrou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, tema que o mercado acompanha de perto a menos de duas semanas da eleição.
Nos Estados Unidos foi o melhor dia desde o começo de agosto. O S&P 500 subiu 1,49% e ficou perto do recorde, e o Nasdaq, índice das empresas de tecnologia, avançou 2,26% e renovou a máxima histórica, puxado pela Meta, que subiu cerca de 11% com o lançamento de um novo agente de inteligência artificial. Nesta terça de manhã o petróleo segue em queda, as bolsas europeias sobem perto de 0,5% e o presidente Donald Trump discursa na Assembleia Geral da ONU.
Também nesta terça, o Banco Central publicou a ata da última reunião do Copom, que cortou a Selic para 13,75% ao ano. O documento repete que as expectativas de inflação seguem acima da meta e que os juros precisam continuar altos por mais tempo. Para o investidor, isso significa que a renda fixa segue pagando taxas elevadas, enquanto a eleição e o petróleo devem continuar trazendo oscilações. Movimentos de curto prazo como esses não mudam uma estratégia de longo prazo construída de acordo com o perfil e os objetivos de cada investidor.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 186.595 pontos | +0,74% |
| Dólar | R$ 5,108 | -0,70% |
| S&P 500 | 7.764,70 | +1,49% |
| Nasdaq | 27.122,09 | +2,26% |
| Petróleo (Brent) | US$ 100,34 | -3,40% |
Fechamento de 21/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Ata do Copom. O Banco Central publicou nesta terça a ata da reunião que cortou a Selic para 13,75%. O texto diz que a inflação ainda é pressionada pela demanda e que as expectativas do mercado, de 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027, seguem acima da meta de 3%.
- Boletim Focus. A pesquisa semanal do Banco Central com economistas passou a projetar a Selic em 13,50% no fim de 2026, contra 13,75% na semana anterior. A projeção para a inflação deste ano subiu levemente, de 4,90% para 4,92%.
- Petróleo. O Brent caiu 3,4% na segunda e recua mais cerca de 2% nesta terça, abaixo de US$ 100. A maior oferta da Arábia Saudita e a expectativa de conversa entre EUA e Irã durante a Assembleia Geral da ONU estão no centro da discussão.
- Semana de dados. O Relatório de Política Monetária do Banco Central sai na quinta (24) e o IPCA-15 de setembro, prévia da inflação oficial, na sexta (25). A projeção para o IPCA-15 é de alta de 0,55% no mês.
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