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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 15/09/2026 (terça-feira) · Leandro Spinelli, Assessor de Investimentos

Petróleo sobe com ataques no Oriente Médio e Petrobras leva a bolsa para cima; hoje Fed e Copom decidem os juros

O petróleo foi o assunto da terça-feira (15/09). O Brent, referência internacional, subiu 2,91% e fechou a US$ 108,75 o barril. A Arábia Saudita suspendeu os embarques no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, dias depois de fechar um oleoduto usado como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, e avisou clientes europeus que parte das entregas do fim do mês será cancelada. O país voltou a sofrer ataques de mísseis e drones dos houthis, grupo rebelde do Iêmen.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,54%, aos 186.503 pontos, e interrompeu duas quedas seguidas. A Petrobras respondeu pela maior parte do ganho, com alta de 3,63% nas ações ordinárias e de 3,09% nas preferenciais. O dólar subiu 0,14%, para R$ 5,154, em linha com o fortalecimento da moeda americana no exterior. Os juros futuros de prazo mais longo subiram. Em Brasília, o julgamento no STF sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro seguiu no noticiário, e uma pesquisa CNT/MDA mostrou Lula com 47,3% contra 40% de Flávio Bolsonaro num eventual 2º turno.

Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,45% e o Nasdaq, que reúne as grandes empresas de tecnologia, recuou 0,78%. A taxa do título de 10 anos do Tesouro americano chegou a 5,04%, o maior nível desde 2007. Petróleo caro alimenta o receio de inflação, e os investidores esperam que o Fed, o banco central americano, suba os juros pela primeira vez desde 2023. Juros mais altos nos EUA costumam reduzir o apetite por mercados emergentes como o Brasil.

Nesta quarta-feira (16/09), os dois bancos centrais anunciam suas decisões com poucas horas de diferença e, pelas apostas do mercado, em direções opostas: alta de 0,25 ponto nos EUA e corte da Selic de 14% para 13,75% ao ano por aqui. Dias assim costumam trazer oscilação na bolsa, no câmbio e na renda fixa. O efeito em cada carteira depende do perfil e dos objetivos de cada investidor, e um dia de decisão de juros não muda sozinho um planejamento de longo prazo.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa186.503 pontos+0,54%
DólarR$ 5,154+0,14%
S&P 5007.585,73-0,45%
Nasdaq25.981,57-0,78%
Petróleo (Brent)US$ 108,75+2,91%

Fechamento de 15/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Super Quarta (16/09). o Fed anuncia sua decisão às 15h e o Copom às 18h30. As opções de Copom negociadas na B3 indicam cerca de 96% de chance de corte de 0,25 ponto na Selic. Nos EUA, onde os juros estão entre 3,50% e 3,75% ao ano, o mercado vê perto de 92% de chance de alta.
  • Oferta de petróleo. a Arábia Saudita cancelou parte das cargas previstas para clientes europeus no fim de setembro. Nesta manhã, o Brent recua cerca de 1,5%, para perto de US$ 107, depois da forte alta de terça.
  • Varejo em queda. as vendas no varejo brasileiro caíram 0,8% em julho. O dado se soma ao consumo das famílias, que recuou 0,4% no 2º trimestre, e mostra uma economia mais lenta, com famílias endividadas.
  • Juros americanos. um leilão de títulos de 20 anos com pouca procura ajudou a empurrar para cima as taxas dos papéis longos do Tesouro dos EUA. O título de 10 anos serve de referência para financiamentos no mundo todo.

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