Falar com um sócio
Início › Conteúdo › Fechamento do dia

Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 10/09/2026 (quinta-feira) · Leandro Spinelli, Assessor de Investimentos

Bolsa brasileira sobe 1,42% e volta aos 188 mil pontos, mesmo com petróleo em disparada e Nova York no vermelho

A quinta-feira (10/09) teve dois mercados diferentes. Lá fora o dia foi de cautela: o petróleo tipo Brent, referência internacional, disparou 6,34% e fechou a US$ 107,63 o barril, o maior valor desde maio. A alta veio de uma nova escalada no Oriente Médio. Os rebeldes houthis, aliados do Irã, tomaram um porto estratégico no Mar Vermelho, e o Irã afirmou ter atacado navios e petroleiros no Estreito de Ormuz, rota de boa parte do petróleo mundial.

Aqui, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começou o dia em queda e virou para fechar em alta de 1,42%, aos 188.268 pontos, o maior fechamento desde o fim de abril. Os bancos e as varejistas lideraram a subida. Segundo a imprensa especializada, a virada coincidiu com a divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrou empate entre os dois principais candidatos no segundo turno. O dólar caiu 0,18%, para R$ 5,10. Esse recuo foi mérito do real: no mesmo dia, o índice que mede a força do dólar no mundo subiu 0,32%.

Nos Estados Unidos, as bolsas caíram pela quarta sessão seguida. O S&P 500, principal índice americano, recuou 0,58%. O petróleo mais caro reacendeu o receio com a inflação, e um índice de preços ao produtor acima do esperado reforçou esse temor. Os juros dos títulos do Tesouro americano de 10 anos subiram para perto de 4,9% ao ano. Nesta sexta de manhã, as bolsas da Ásia fecharam em queda, com o Japão recuando quase 2%, enquanto a Europa e os futuros americanos operam em alta e o petróleo devolve cerca de 3%.

Para o investidor, o ponto de atenção desta sexta é a inflação. O IPCA de agosto, índice oficial do Brasil, e o CPI, a inflação ao consumidor dos Estados Unidos, saem logo cedo, e os dois pesam nas decisões de juros do Banco Central brasileiro e do Federal Reserve, marcadas para a próxima quarta-feira (16/09). Movimentos ligados a pesquisa eleitoral e a guerra costumam ser voláteis e mudar de direção rápido. Decisões de carteira seguem olhando para o longo prazo e para os objetivos de cada investidor.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa188.268 pontos+1,42%
DólarR$ 5,103-0,18%
S&P 5007.591,70-0,58%
Petróleo (Brent)US$ 107,63+6,34%
Índice do Dólar (DXY)99,09+0,32%

Fechamento de 10/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Inflação hoje. o IBGE divulga o IPCA de agosto às 9h. A prévia do mês, o IPCA-15, veio negativa em 0,40%, puxada pela conta de luz mais barata. Meia hora depois saem os preços ao consumidor dos Estados Unidos.
  • Combustíveis. a Petrobras aumentou o preço da gasolina vendida às distribuidoras em R$ 0,19 por litro, mas o corte de impostos federais anunciado pelo governo mantém o preço final estável até 9 de outubro. No diesel, os subsídios somados chegam a R$ 2,12 por litro.
  • Semana que vem tem juros. o Copom, comitê do Banco Central que define a Selic, e o Federal Reserve, banco central americano, anunciam suas decisões na mesma quarta-feira, 16 de setembro. Nos Estados Unidos, parte do mercado passou a apostar em alta de juros depois do salto do petróleo.
  • Japão pressionado. a bolsa de Tóquio caiu 1,93% nesta sexta, terceira queda seguida. Os juros dos títulos japoneses estão em alta, e quase todos os economistas esperam que o Banco do Japão suba sua taxa no dia 18.

O BTG Pactual não fornece opiniões jurídicas ou tributárias. Sendo assim, esse material não constitui aconselhamento legal de qualquer natureza. Este é um breve resumo de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta, ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento ou produto específico. Embora as informações e opiniões expressas aqui tenham sido obtidas de fontes confiáveis e fidedignas, nenhuma garantia ou responsabilidade, expressa ou implícita, é feita a respeito da exatidão, fidelidade e/ou totalidade das informações. Ressaltamos também, que as opiniões expressas neste material refletem a opinião do respectivo profissional e não necessariamente expressam a opinião do BTG Pactual, não devendo ser tratadas como tal. As informações contidas neste material não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability").

Edições anteriores
WhatsApp