Bolsa brasileira sobe 1,20% com estrangeiro de volta, e o petróleo passa de US$ 100 nesta manhã
A terça-feira (08/09) foi de bom humor no mercado brasileiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa por aqui, subiu 1,20% e fechou aos 187.366,84 pontos, com R$ 29,8 bilhões negociados no dia. Em determinado momento o índice chegou a passar dos 189 mil pontos. O InfoMoney aponta dois motivos principais para o movimento: o retorno de investidores estrangeiros comprando ações brasileiras e a alta das commodities, que puxou Petrobras e Vale, as duas empresas de maior peso no índice.
O dólar acompanhou o mesmo humor e caiu 0,86%, fechando a R$ 5,086, a menor cotação desde 7 de agosto. O índice que mede a força do dólar contra as principais moedas do mundo recuou 0,32% no mesmo dia, então uma parte da queda veio de fora. O real, porém, se valorizou quase três vezes mais do que isso, ou seja, a maior parte do movimento foi mesmo brasileira. Os juros futuros, que indicam o que o mercado espera para a taxa Selic nos próximos anos, também caíram de forma generalizada, com recuo mais forte nos prazos mais longos. Quando os juros futuros caem, os títulos prefixados e atrelados à inflação que já estão na carteira tendem a se valorizar.
Lá fora o dia foi mais fraco. O S&P 500, principal índice da bolsa americana, caiu 0,58% no retorno do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira pela manhã o cenário externo ficou mais tenso: o petróleo Brent passou de US$ 100 o barril, o maior nível desde o fim de julho, depois de um dia de ataques cruzados no Golfo Pérsico que envolveu instalações de energia da Arábia Saudita e cinco petroleiros iranianos. As bolsas europeias reagiram mal, com quedas entre 0,9% e 1,9%. Desde o começo de agosto o Brent já acumula cerca de 25% de alta.
Para o investidor brasileiro, o petróleo mais caro tem dois lados. Ele ajuda empresas exportadoras de commodities, com peso grande na nossa bolsa, e ao mesmo tempo pressiona a inflação por meio de combustíveis e transporte, aqui e no resto do mundo. As próximas leituras oficiais chegam já nesta sexta, com o IPCA de agosto no Brasil e a inflação americana no mesmo dia. Um pregão isolado, por mais positivo que tenha sido, não muda a estratégia de uma carteira montada para o longo prazo. Qualquer dúvida, nossa equipe está à disposição.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 187.367 pontos | +1,20% |
| Dólar | R$ 5,086 | -0,86% |
| S&P 500 | 7.673,52 | -0,58% |
| Petróleo (Brent) | US$ 97,92 | +1,70% |
| Índice do Dólar (DXY) | 98,84 | -0,32% |
Fechamento de 08/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Petróleo acima de US$ 100. o Brent para novembro rompeu a marca nesta manhã, o maior nível desde o fim de julho. A escalada veio de novos ataques no Golfo Pérsico. Segundo a consultoria Rystad Energy, citada pela Exame, o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz caiu de 8 a 9 milhões de barris por dia para menos de 2 milhões.
- IPCA de agosto na sexta. o IBGE divulga o índice oficial de inflação brasileira no dia 11. É o dado que o Banco Central acompanha de perto para decidir os próximos passos da Selic, e vem em uma semana em que o petróleo voltou a subir forte.
- Banco Central Europeu decide juros. a reunião é nesta quinta-feira (10/09). A gestora State Street avalia como cenário mais provável uma alta de 0,25 ponto percentual. A Pimco espera que o banco fique parado por um tempo depois de setembro, com risco de novas altas caso a inflação esperada piore.
- Coreia do Sul em alta. o índice Kospi voltou a passar dos 7.000 pontos nesta quarta, com alta de 1,4%. Economistas do Bank of America apontam que o ciclo de investimento global em inteligência artificial deve continuar impulsionando o crescimento da economia coreana.
O BTG Pactual não fornece opiniões jurídicas ou tributárias. Sendo assim, esse material não constitui aconselhamento legal de qualquer natureza. Este é um breve resumo de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta, ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento ou produto específico. Embora as informações e opiniões expressas aqui tenham sido obtidas de fontes confiáveis e fidedignas, nenhuma garantia ou responsabilidade, expressa ou implícita, é feita a respeito da exatidão, fidelidade e/ou totalidade das informações. Ressaltamos também, que as opiniões expressas neste material refletem a opinião do respectivo profissional e não necessariamente expressam a opinião do BTG Pactual, não devendo ser tratadas como tal. As informações contidas neste material não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco ("Suitability").