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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 04/09/2026 (sexta-feira) · Leandro Spinelli, Assessor de Investimentos

Emprego forte nos EUA e petróleo perto de US$ 100 abrem a semana curta

O último pregão foi na sexta-feira (04/09). Segunda-feira foi feriado da Independência no Brasil e Dia do Trabalho nos Estados Unidos, então as duas bolsas ficaram fechadas e o mercado só volta a funcionar por completo nesta terça. O dia de sexta foi definido pelo relatório de emprego americano, que veio bem mais forte do que se esperava: 162 mil vagas criadas em agosto, contra uma projeção de 56 mil. Um mercado de trabalho aquecido significa mais pressão sobre os preços por lá, e isso fez o mercado voltar a apostar que o Federal Reserve, o banco central americano, pode subir os juros na reunião do dia 16.

No Brasil, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, praticamente não saiu do lugar na sexta, fechando aos 185.147 pontos. O número do dia esconde uma semana muito boa: a bolsa subiu 5,4% em cinco pregões, a segunda melhor semana de 2026. Parte disso veio da volta do investidor estrangeiro, que colocou R$ 2,2 bilhões líquidos no mercado brasileiro só nos dois primeiros pregões de setembro. O dólar subiu 0,50% e fechou a R$ 5,12. Aqui vale a distinção: o índice que mede a força do dólar contra as principais moedas do mundo também subiu no mesmo dia, então boa parte do movimento veio de fora, e não de algo específico do real. Os juros futuros brasileiros, curiosamente, caíram na sexta, andando na direção oposta à dos juros americanos.

Lá fora, a história do momento é o petróleo. O Brent, referência internacional, acumulou alta de 9% na semana passada e nesta manhã já negocia perto de US$ 98 o barril, o nível mais alto em seis semanas. O motivo é a nova escalada entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana, somada a relatos de ataques a instalações da Saudi Aramco, a maior petroleira do mundo, no sul da Arábia Saudita. O Irã ameaçou retaliar contra a infraestrutura de energia da região, o que trouxe de volta a preocupação com o Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte do petróleo consumido no planeta. Enquanto isso, na segunda-feira, com Brasil e Estados Unidos parados, as bolsas asiáticas subiram forte: o Kospi, da Coreia do Sul, saltou 4,61% e o Nikkei, do Japão, avançou 2,12%.

O que isso significa na prática para quem investe: petróleo mais caro tende a chegar mais tarde na inflação brasileira, via combustível, e juro americano mais alto costuma tirar apetite dos investidores por países emergentes. São dois pontos de atenção que convivem com uma bolsa brasileira que vem de uma sequência forte e com o estrangeiro voltando a comprar. A semana concentra os dois números que interessam na sexta-feira: o IPCA de agosto no Brasil e a inflação ao consumidor nos Estados Unidos. Movimentos de uma semana não mudam a lógica de uma carteira bem construída, que é montada olhando os objetivos e o prazo de cada investidor. Nossa equipe segue acompanhando de perto e está à disposição para conversar.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa185.147 pontos-0,02%
DólarR$ 5,1249+0,49%
S&P 500 (EUA)7.718,60-0,38%
Petróleo BrentUS$ 96,28+0,80%
OuroUS$ 4.429,80-1,38%

Fechamento de 04/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Petróleo em alta. o Brent subiu 9% na semana passada e nesta manhã ronda US$ 98 o barril, depois dos ataques atribuídos ao conflito entre Estados Unidos e Irã e do relato de que instalações da Saudi Aramco foram atingidas na Arábia Saudita. Analistas ouvidos pela imprensa internacional avaliam que uma interrupção mais duradoura no fluxo de petróleo poderia levar o barril acima de US$ 100.
  • Fed se reúne dias 15 e 16. depois do emprego forte de agosto, o mercado futuro passou a atribuir cerca de 58% de chance de o banco central americano subir os juros em 0,25 ponto percentual. Juro mais alto nos Estados Unidos costuma atrair capital para lá e disputar espaço com mercados emergentes como o Brasil.
  • IPCA de agosto sai sexta. o IBGE divulga o índice às 9h de sexta-feira (11/09), com projeção de queda de 0,26% no mês. O recuo é explicado principalmente pela conta de luz, por conta do bônus de Itaipu, um efeito pontual que não se repete nos meses seguintes.
  • Estrangeiro voltando à bolsa. o investidor de fora aportou R$ 2,2 bilhões líquidos na B3 nos dois primeiros pregões de setembro, o que ajudou a bolsa a fechar a semana passada com alta de 5,4%.

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