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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 03/09/2026 (quinta-feira) · Leandro Spinelli, Assessor de Investimentos

Bolsa brasileira interrompe 11 altas seguidas no mesmo dia em que Nova York sobe mais de 1%

A quinta-feira (03/09) trouxe dois mercados andando em direções opostas. Nos Estados Unidos, uma fala de Christopher Waller, um dos diretores do Federal Reserve (o banco central americano), reduziu a aposta de que os juros por lá vão subir na reunião deste mês. Ele disse que, se a inflação de agosto confirmar a tendência de queda, é a favor de deixar a taxa parada. As bolsas americanas reagiram na hora e fecharam entre as maiores altas das últimas semanas.

Aqui no Brasil o roteiro foi outro. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, chegou a subir quase 2% durante a manhã e rondou os 189 mil pontos, mas devolveu todo o ganho e terminou o dia de lado, com queda de 0,01%, aos 185.188 pontos. Foi o fim de uma sequência de 11 pregões de alta que havia acumulado 11,34%. O que pesou foram as duas maiores empresas do índice: Vale caiu 2,91% e Petrobras 1,33%, num movimento que operadores descrevem como realização de lucro depois de uma subida forte. Bancos e empresas de energia elétrica seguraram o índice. O dólar teve leve recuo de 0,08%, a R$ 5,1045. Vale a distinção: o índice que mede a força do dólar contra as principais moedas do mundo caiu bem mais, 0,56%. Quem não acompanhou o enfraquecimento global da moeda americana foi o real.

Lá fora, a fala de Waller mexeu com quase tudo. Os juros dos títulos do governo americano caíram, o dólar enfraqueceu no mundo e os ativos que costumam se beneficiar disso dispararam. O ouro subiu 2,84%, a US$ 4.539,90 a onça, e a prata avançou 3,42%. O Bitcoin saltou mais de 5% e voltou aos US$ 81 mil, o maior nível em quatro meses. O petróleo Brent foi na direção contrária: chegou à máxima de seis semanas pela manhã, com a tensão entre Estados Unidos e Irã, e devolveu o ganho até fechar praticamente estável, a US$ 95,52 o barril.

Para quem investe daqui, a leitura é que setembro começou com dois temas se sobrepondo: a definição dos juros americanos, que sai no dia 16, e a corrida eleitoral brasileira, que já aparece nos preços a cada nova pesquisa divulgada. Esse tipo de combinação costuma trazer oscilação forte de um dia para o outro, nos dois sentidos, como a própria quinta-feira mostrou ao subir 2% e terminar zerada. Uma carteira montada com objetivo e prazo definidos não muda por causa de um pregão, e é justamente em semanas assim que essa disciplina aparece. Nossa equipe segue acompanhando de perto.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa185.188 pontos-0,01%
DólarR$ 5,1045-0,08%
S&P 5007.747,71+1,06%
Ouro (dez/26)US$ 4.539,90+2,84%
Índice do Dólar (DXY)99,00-0,56%

Fechamento de 03/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Relatório de emprego dos EUA sai hoje. os números do mercado de trabalho americano de agosto são divulgados às 9h30 desta sexta. A expectativa é de criação de 56 mil vagas, depois de julho ter fechado com destruição de 23 mil postos. É um dos dados que o Federal Reserve olha antes de decidir os juros no dia 16.
  • Eleição já aparece nos preços. uma pesquisa PoderData/Aya divulgada na quinta mostrou empate técnico em simulação de segundo turno, com 45% contra 44%, dentro da margem de erro de 1,8 ponto. O volume negociado na bolsa somou R$ 23,1 bilhões, bem acima da média recente de R$ 17,3 bilhões, sinal de que o tema está movimentando dinheiro.
  • Duas decisões de juros no dia 16. Federal Reserve e Copom se reúnem na mesma data. Antes disso, no dia 11, saem a inflação americana de agosto e o IPCA brasileiro, também no mesmo dia.
  • Troca de comando na CSN. as ações da siderúrgica subiram 6,69% na quinta depois que Benjamin Steinbruch deixou a presidência executiva, após mais de duas décadas no cargo, e Fabio Schvartsman, ex-executivo da Vale, assumiu o posto.

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