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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 02/09/2026 (quarta-feira) · Leandro Spinelli, Assessor de Investimentos

Bolsa brasileira sobe 3% e chega ao maior nível desde maio, na 11ª alta seguida

O pregão de quarta-feira (02/09) foi o mais forte do ano para a bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 3,05% e fechou aos 185.205 pontos, a maior alta em um único dia desde março e o melhor patamar desde o começo de maio. Foi também o décimo primeiro pregão consecutivo de alta. Segundo CNN, Veja e Poder360, os investidores reagiram à divulgação de uma nova pesquisa eleitoral da Quaest, que mostrou empate técnico na disputa presidencial.

No Brasil, a alta foi generalizada e apareceu em praticamente todos os setores da bolsa, com destaque para empresas do setor imobiliário e de consumo. A Petrobras fechou na máxima histórica, a R$ 48,20 por ação. O dólar caiu 0,92% e terminou o dia a R$ 5,1084. Essa queda não veio de uma fraqueza geral da moeda americana no mundo: o índice que mede a força do dólar globalmente ficou praticamente parado, recuando 0,11%. Foi o real que se valorizou por conta própria. Os juros futuros, que servem de referência para o quanto o mercado espera de taxa no Brasil nos próximos anos, também recuaram de forma relevante no dia.

Lá fora o dia foi bem mais tranquilo. O S&P 500, principal índice da bolsa americana, subiu 0,46%, e as bolsas europeias andaram de lado. O que mexeu com o exterior foi o petróleo: o Brent fechou a US$ 95,63, e o jornal Valor aponta a tensão entre Estados Unidos e Irã, somada à queda dos estoques americanos, como razão da alta. Desde 27 de agosto o barril já acumula cerca de 8% de valorização. O minério de ferro também subiu, negociado a US$ 108,10 a tonelada na bolsa chinesa de Dalian. Duas commodities importantes para as exportações brasileiras subindo ao mesmo tempo ajuda a explicar o interesse de investidores estrangeiros por ações daqui.

Para quem investe, um dia forte assim é bem-vindo, e ao mesmo tempo pede cabeça fria. Uma alta apoiada em leitura de pesquisa eleitoral tende a se mover nos dois sentidos conforme novos levantamentos vão saindo, e o calendário eleitoral ainda é longo. Petróleo mais caro também tem duas faces para o Brasil, porque ajuda empresas exportadoras e ao mesmo tempo pressiona preços de combustível. Carteiras bem montadas são construídas para atravessar meses assim sem depender do resultado de um único pregão. Se quiser entender o que esse cenário significa para a sua, fale com seu assessor.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa185.205 pontos+3,05%
DólarR$ 5,1084-0,92%
S&P 5007.666,60+0,46%
Petróleo (Brent)US$ 95,63+1,04%
Índice do Dólar (DXY)99,56-0,11%

Fechamento de 02/09/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Pesquisas eleitorais no comando. a Quaest divulgada na quarta mostrou empate técnico na disputa presidencial, com Lula em 42% e Flávio Bolsonaro em 41%. Nesta quinta pela manhã saiu um novo levantamento, da PoderData, com Lula em 37% e Flávio em 34%. Institutos usam metodologias diferentes e os números não se comparam diretamente, mas o mercado passou a acompanhar cada divulgação de perto.
  • Petrobras em máxima histórica. a ação PETR4 fechou a R$ 48,20, alta de 2,84% e o maior valor nominal já registrado, segundo InfoMoney e Poder360. A empresa também reajustou em 13,9% o preço do querosene de aviação, primeiro repasse visível da alta recente do petróleo internacional aos combustíveis vendidos no país.
  • Fundos imobiliários ficaram de fora. enquanto a bolsa subia 3%, o IFIX, índice que acompanha os fundos imobiliários, avançou apenas 0,32%. A queda dos juros longos costuma levar algum tempo até aparecer nesse mercado, que responde mais à taxa efetivamente contratada do que à expectativa do dia.
  • Semana de decisão de juros à frente. nesta sexta-feira (04/09) saem os dados de emprego dos Estados Unidos, o último grande indicador antes da reunião do banco central americano. No dia 16 de setembro, Copom e Fed decidem juros no mesmo dia, e antes disso, em 11 de setembro, o IBGE divulga a inflação de agosto.

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