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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 07/08/2026 (sexta-feira) · Leandro Spinelli, Assessor de Investimentos

Bolsa brasileira fecha a pior semana desde maio enquanto Nova York sobe, e o dólar recua para R$ 5,08

A sexta-feira (07/08) foi marcada pelo relatório de emprego dos Estados Unidos. A maior economia do mundo fechou 23 mil vagas em julho, quando os economistas esperavam a criação de 80 mil. O número mudou a leitura do mercado sobre o Federal Reserve, o banco central americano: quem apostava em uma retomada da alta de juros por lá em setembro passou a apostar em outubro. Juros americanos parados por mais tempo enfraquecem o dólar no mundo e costumam favorecer ativos de risco.

No Brasil, o Ibovespa foi na direção contrária de Nova York e caiu 1,73%, fechando aos 172.513 pontos, o menor nível em um mês. A semana terminou com queda de 3,08%, a pior desde maio. O que pesou foi a temporada de balanços: a Petrobras recuou cerca de 3% porque não anunciou dividendo extraordinário, mesmo com resultado acima do esperado, e varejistas como Lojas Renner e Magazine Luiza decepcionaram. Bancos também tiveram queda relevante. O dólar, por outro lado, caiu 0,46% e fechou a R$ 5,0836, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana lá fora. Os juros futuros brasileiros também recuaram, dois dias depois de o Banco Central cortar a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano.

Lá fora, o S&P 500, principal índice da bolsa americana, subiu 0,62%. O ouro foi o grande destaque: ganhou 2,33% no dia e fechou a semana com alta próxima de 7,5%, a melhor em sete meses, ajudado pelo dólar mais fraco e pela expectativa de um acordo no Oriente Médio. Nesta segunda-feira de manhã, as bolsas asiáticas abriram em alta, com o Nikkei, do Japão, subindo mais de 2%, puxado por empresas de semicondutores e inteligência artificial. As bolsas europeias operam perto da estabilidade.

Para o investidor brasileiro, a leitura é que a queda da bolsa na sexta veio de notícias de empresas específicas, e não de uma piora do quadro de juros. A curva de juros por aqui fechou no mesmo dia, o que é favorável para quem tem títulos de renda fixa mais longos na carteira. A semana que começa concentra informação relevante: a ata do Copom e a inflação de julho no Brasil saem na terça-feira, e a inflação americana, na quarta. Movimentos de um pregão isolado dizem pouco sobre uma carteira montada para prazos longos, e é isso que continua orientando as decisões.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa172.513 pontos-1,73%
DólarR$ 5,0836-0,46%
S&P 5007.757,64+0,62%
OuroUS$ 4.340,70+2,33%
Índice do Dólar (DXY)99,60-0,37%

Fechamento de 07/08/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Ata do Copom e IPCA na terça. os dois saem no mesmo dia (11/08). A ata detalha o raciocínio do Banco Central no corte da Selic para 14,00% da semana passada, quando o comunicado veio mais cauteloso e evitou indicar o próximo passo. O mercado projeta o IPCA de julho em +0,16% no mês, levando o acumulado de 12 meses para 4,64%.
  • Inflação americana na quarta. o CPI de julho sai dia 12/08 e é o dado mais aguardado da semana lá fora. A projeção é de queda de 0,4% no mês, com o acumulado de 12 meses em 3,5%, ainda bem acima da meta de 2% do Federal Reserve.
  • Ouro na melhor semana em sete meses. o metal subiu cerca de 7,5% na semana, o maior avanço desde janeiro, e opera acima de US$ 4.390 nesta manhã. O movimento veio do dólar mais fraco no mundo e da queda das expectativas de inflação com a perspectiva de acordo no Oriente Médio.
  • Temporada de balanços segue. as divulgações do segundo trimestre continuam movimentando ações individuais na bolsa brasileira. Foi o que explicou a maior parte da queda de sexta-feira, com Petrobras, varejo e bancos concentrando a pressão sobre o índice.

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