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Fechamento do dia

O que movimentou os mercados no último pregão, em linguagem direta. Publicado de segunda a sexta.

Fechamento do dia · pregão de 31/07/2026 (sexta-feira) · Leandro Spinelli, Assessor de Investimentos

Bolsa fecha julho em alta, e o petróleo desaba mais de 7% nesta segunda com a trégua entre Estados Unidos e Irã

A última sexta-feira (31/07) encerrou um julho positivo para os mercados. As bolsas subiram tanto aqui quanto lá fora, e o índice VIX, que mede o nível de nervosismo dos investidores americanos, recuou para perto de 16 pontos, o menor patamar em várias semanas. O clima já era de menor tensão em torno do conflito no Oriente Médio, e o fim de semana trouxe a notícia que faltava: no domingo à noite, o presidente americano anunciou que cancelou um ataque militar planejado contra o Irã e que as negociações entre os dois países começam nesta segunda-feira à tarde.

No Brasil, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,47% na sexta e fechou aos 177.999 pontos, mesmo depois de uma falha técnica que atrasou a abertura do pregão na B3. Foi alta de 2,27% na semana e de 3,47% no mês de julho. O dólar terminou o dia praticamente estável, em R$ 5,07, com alta de 0,18%, e acumulou queda de 1,79% no mês. Vale um detalhe: essa leve alta do dólar por aqui não veio de uma valorização da moeda americana no mundo, já que o índice que mede a força do dólar globalmente caiu 0,21% no mesmo dia. Foi um movimento local do real, não um dólar forte lá fora.

No cenário externo, o S&P 500, principal índice da bolsa americana, subiu 0,70% na sexta. O grande destaque do dia, porém, veio da Ásia: a bolsa da Coreia do Sul registrou alta de 17,9%, a maior variação diária da sua história, puxada pelas fabricantes de semicondutores, com Samsung Electronics subindo 28% e SK Hynix 30%. Foi uma recuperação forte depois de o mesmo índice ter perdido mais de 17% nos três pregões anteriores, quando o mercado se preocupava com uma possível bolha em inteligência artificial. Nesta segunda de manhã, o petróleo tipo Brent cai mais de 7% e opera perto de US$ 84 o barril, refletindo tanto a trégua com o Irã quanto a decisão da OPEP+ de aumentar a produção a partir de setembro.

Para o investidor brasileiro, um petróleo mais barato tende a ajudar no controle da inflação, o que costuma ser uma boa notícia para quem tem parte da carteira em juros e inflação. Por outro lado, pesa sobre as ações de empresas do setor de energia, e a Petrobras tem peso relevante no Ibovespa. A semana ainda reserva dois eventos importantes: o Banco Central decide a nova taxa Selic na quarta-feira, e os Estados Unidos divulgam os dados de emprego na sexta. Vale lembrar que alívios geopolíticos como esse podem reverter rapidamente caso as conversas travem, e por isso decisões de carteira devem sempre olhar para o longo prazo, não para o movimento de um único pregão. Qualquer dúvida, nossa equipe está à disposição.

Painel do dia

AtivoFechamentoVariação
Ibovespa177.999 pontos+0,47%
DólarR$ 5,0704+0,18%
S&P 5007.489,72+0,70%
Petróleo (Brent)US$ 90,12+1,22%
Bolsa da Coreia do Sul6.595,45+17,91%

Fechamento de 31/07/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.

No radar

  • Petróleo em queda forte. o Brent recua mais de 7% nesta segunda depois que o presidente americano cancelou um ataque planejado contra o Irã e marcou o início das negociações para hoje à tarde. No mesmo fim de semana, a OPEP+ aprovou um aumento de 188 mil barris por dia nas metas de produção a partir de setembro, o sexto mês seguido de alta. Ainda não há acordo fechado sobre a reabertura completa do Estreito de Ormuz, rota por onde passa boa parte do petróleo mundial.
  • Copom decide a Selic na quarta. o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nos dias 4 e 5 de agosto, com a taxa hoje em 14,25% ao ano. A expectativa do mercado é de mais um corte de 0,25 ponto percentual. O Boletim Focus divulgado nesta manhã reduziu a projeção de inflação (IPCA) para 2026 pela quarta semana seguida, a 5,12%.
  • Fed dividido nos Estados Unidos. na reunião de 29 de julho o banco central americano manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas três dirigentes votaram por uma alta, preocupados com a inflação acima da meta de 2% há mais de cinco anos. É a primeira vez desde 2016 que três votos divergem na mesma direção. O relatório de emprego de julho sai nesta sexta-feira e ajuda a definir os próximos passos.
  • Tecnologia volta com força na Ásia. a bolsa da Coreia do Sul teve na sexta a maior alta diária da sua história, 17,9%, com as fabricantes de chips liderando a recuperação. O movimento veio logo depois de uma queda de mais de 17% em três pregões, o que dá a dimensão da volatilidade do setor de tecnologia neste momento. É um lembrete prático de por que a diversificação da carteira importa.

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