Conflito no Oriente Médio volta a esquentar e petróleo dispara, mas Ibovespa sobe com inflação mais fraca
O mercado teve um dia de contrastes nesta terça-feira (28/07). O petróleo voltou a ser protagonista depois que o Irã lançou ataques com mísseis contra forças dos Estados Unidos, reacendendo o conflito no Oriente Médio um dia depois de sinais de que as partes caminhavam para uma solução diplomática pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa boa parte do petróleo do mundo. O contrato de petróleo Brent subiu mais de 4% no dia. Ao mesmo tempo, a bolsa da Coreia do Sul teve mais uma sessão de forte queda, afetada por uma disputa tecnológica entre China e Coreia do Sul no setor de chips.
Aqui no Brasil, o cenário foi mais positivo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,70% e fechou aos 176.564 pontos, ajudado por uma prévia da inflação (o IPCA-15 de julho) que veio mais fraca do que o mercado esperava, o que reforça a expectativa de cortes na taxa de juros mais à frente. O dólar fechou o dia em R$ 5,13, com alta discreta de 0,10%. Vale um detalhe importante: o índice que mede a força do dólar no mundo todo caiu no mesmo dia, então essa leve alta por aqui teve mais a ver com fatores internos do que com um dólar mais forte lá fora.
Lá fora, os mercados americanos praticamente não se mexeram, com o S&P 500, principal índice da bolsa dos Estados Unidos, subindo apenas 0,21%. O petróleo, por outro lado, foi o grande destaque do dia, com o barril de Brent encostando em US$ 88. Também nesta terça, o Fundo Monetário Internacional reduziu sua projeção de crescimento da economia mundial para 2026, citando justamente os efeitos desse choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio. Hoje, quarta-feira, o Federal Reserve, banco central americano, anuncia sua decisão de juros no fim da tarde, e o mercado deve ficar mais atento a esse evento.
Para o investidor brasileiro, o dia reforça um ponto importante: nem todo susto lá fora chega aqui do mesmo jeito. A inflação mais controlada por aqui ajudou a bolsa brasileira a andar na contramão do exterior. Ao mesmo tempo, o petróleo mais caro é um fator que vale acompanhar, porque pode pressionar os combustíveis e a inflação nos próximos meses. Como sempre, reforçamos que decisões de carteira devem olhar para o longo prazo, e não para o movimento de um único pregão. Qualquer dúvida, nossa equipe está à disposição.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 176.564 pontos | +0,70% |
| Dólar | R$ 5,1337 | +0,10% |
| S&P 500 | 7.428,78 | +0,21% |
| Petróleo (Brent) | US$ 88,11 | +4,78% |
| Bolsa da Coreia do Sul (Kospi) | 5.663 pontos | -5,98% |
Fechamento de 28/07/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Conflito no Oriente Médio reacende. o Irã lançou mísseis balísticos contra forças americanas nesta terça, um dia depois de sinais de diplomacia sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passa boa parte do petróleo mundial. O FMI cortou sua projeção de crescimento global para 2026 de 3,1% para 3,0%, citando o choque de energia provocado pela guerra.
- Disputa de chips derruba bolsa asiática. a bolsa da Coreia do Sul já havia caído mais de 10% na véspera, com as fabricantes de chips Samsung e SK Hynix entre as mais afetadas, depois que a China anunciou produção em massa de equipamentos próprios para fabricação de semicondutores.
- Fed decide juros hoje. o Federal Reserve, banco central americano, anuncia sua decisão de juros nesta quarta-feira à tarde, com o mercado esperando manutenção da taxa atual.
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