Bolsa volta a subir depois de seis quedas, petróleo despenca com a eleição americana e Copom mantém a Selic em 13,75%
A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, com maioria na Câmara e no Senado, comandou os mercados nesta quarta-feira. Os investidores apostaram que um Congresso contrário ao presidente Trump pressione por uma saída para a guerra com o Irã, e o petróleo caiu mais de 8%. Os juros recuaram no mundo e as bolsas subiram. No Brasil, a decisão do Banco Central sobre os juros saiu só à noite, depois do fechamento.
O Ibovespa, principal índice da nossa bolsa, subiu 1,23%, aos 167.563 pontos, e interrompeu uma sequência de seis quedas. Os bancos puxaram a alta, com Santander em +5,43% e Itaú em +3,17%, este depois de divulgar o balanço. A Petrobras recuou 7,08%, acompanhando o petróleo. O dólar caiu 0,64%, a R$ 5,452, em um dia de moeda americana fraca no mundo. Os juros futuros recuaram com força: o contrato de janeiro de 2035 fechou em 15,04% ao ano, contra 15,49% na véspera. À noite, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, por unanimidade, depois de cinco cortes seguidos, e citou a piora das expectativas de inflação.
Em Nova York, o S&P 500, índice das maiores empresas americanas, subiu 1,58%, e o Dow Jones ganhou 3,03%. O petróleo Brent caiu 8,67%, a US$ 94,62. Analistas divergem sobre o que vem depois: o banco Swissquote vê pressão do novo Congresso por uma saída diplomática a partir de janeiro, e o Rabobank considera um acordo improvável. O petróleo importa para o Brasil porque pesa na inflação e nas ações do setor. Nesta quinta, as bolsas asiáticas ficaram divididas: a da Coreia do Sul caiu 5,28%, com a venda de fabricantes de chips, e a de Hong Kong subiu 3,67%.
Na carteira, a queda dos juros futuros melhora o preço de títulos prefixados e atrelados à inflação que já estão em carteira, efeito que só vira resultado de fato para quem vende antes do vencimento. Com a Selic em 13,75%, as aplicações pós-fixadas seguem com remuneração alta. Um pregão de alívio não resolve as dúvidas sobre as contas públicas, que voltam à pauta no domingo. Cada carteira tem seus prazos e objetivos, e é por eles que ela deve ser avaliada. Qualquer dúvida, nossa equipe está à disposição.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 167.563 pontos | +1,23% |
| Dólar | R$ 5,452 | -0,64% |
| S&P 500 | 7.688,62 | +1,58% |
| Petróleo Brent | US$ 94,62 | -8,67% |
| Ouro | US$ 4.073,00 | +3,37% |
Fechamento de 04/11/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- Copom. o comunicado cita expectativas de inflação de 5,2% para 2026 e 4,8% para 2027, contra 4,9% e 4,3% em setembro, e descreve um momento que pede serenidade e cautela. A ata da reunião sai no dia 10 de novembro.
- Pronunciamento de Lula. o presidente fala em cadeia nacional no domingo, 8 de novembro, para reafirmar o compromisso com as metas fiscais. As medidas estão em discussão com os ministros da Fazenda e do Planejamento e devem ser detalhadas nas próximas semanas.
- Emprego. o Brasil criou 121.305 vagas formais em setembro, segundo o Caged, abaixo das cerca de 170 mil esperadas. Na sexta, os EUA divulgam o relatório de emprego de outubro, um dos dados mais acompanhados pelo Federal Reserve, o banco central americano.
- Indústria. o IBGE divulga nesta quinta, às 9h, a produção industrial de setembro. A expectativa do mercado é de queda de 0,2% no mês, depois de recuo de 0,6% na leitura anterior.
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