Bolsa cai mais 2,68% e acumula queda de 16,6% na semana da eleição; dólar fica estável e Fed mantém os juros
O mercado brasileiro teve ontem (28/10) mais um dia de queda na bolsa, o terceiro seguido desde o segundo turno. Os investidores continuam esperando do governo um sinal concreto sobre as contas públicas no quarto mandato, e esse sinal ainda não veio. No mesmo dia, o jornal O Globo informou que a equipe econômica voltou a estudar a cobrança de IOF sobre investimentos hoje isentos, como LCI, LCA, CRI e CRA.
O Ibovespa caiu 2,68% e fechou aos 171.006 pontos. Na semana, a perda chega a 16,6%, e no ano o índice ainda sobe 6,1%. Os bancos estiveram entre as maiores quedas, com Bradesco recuando 6,7% e Santander 5,9%, e as empresas menores sofreram mais: o índice de small caps perdeu 4,2%. O dólar ficou praticamente estável, com queda de 0,19%, a R$ 5,34. Nos juros, os vencimentos mais longos voltaram a subir, e o Tesouro Prefixado 2032 passou de 15,08% para 15,28% ao ano.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve, banco central americano, manteve os juros entre 3,75% e 4,00% ao ano, como o mercado esperava. Dois dos membros votaram por uma alta, o que mantém viva a possibilidade de aumento em dezembro. As bolsas de Nova York subiram cerca de 0,3%. Depois do fechamento, a Alphabet, dona do Google, apresentou receita abaixo do esperado e suas ações caíram 10% nas negociações fora do horário, o que pesa nos índices americanos nesta manhã.
Enquanto a equipe econômica e o plano para as contas públicas não forem anunciados, a oscilação tende a continuar e o extrato reflete isso principalmente em ações e em títulos prefixados e IPCA+ longos, que têm o preço atualizado todo dia. Sobre o IOF, por enquanto existe apenas um estudo: não há decreto, alíquota nem definição se a cobrança valeria para o que já está aplicado. Qualquer decisão sobre a carteira vale uma conversa com o assessor, olhando o objetivo de longo prazo de cada um.
Painel do dia
| Ativo | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa | 171.006 pontos | -2,68% |
| Dólar | R$ 5,340 | -0,19% |
| S&P 500 | 7.743,98 | +0,28% |
| Petróleo Brent | US$ 115,32 | +1,26% |
Fechamento de 28/10/2026. Fonte: dados públicos de mercado (B3 e provedores de cotações) e sites de notícias econômicas, com informações disponíveis no fechamento do pregão.
No radar
- IOF sobre isentos. segundo O Globo, o governo estuda cobrar IOF de LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas, que hoje têm alíquota zero. Como o IOF pode ser alterado por decreto, sem passar pelo Congresso, uma eventual cobrança valeria logo. O Ministério da Fazenda não comentou, e não há detalhes sobre alíquota nem sobre o estoque já aplicado.
- Equipe econômica. a definição da equipe e das regras fiscais do novo mandato deve ficar para dezembro, segundo a CNN. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, prometeu enviar ao Congresso, até o fim do ano, um projeto para buscar a meta fiscal de 2027.
- Dados de hoje. nos EUA saem às 9h30 o PIB do terceiro trimestre e o índice de inflação PCE, o preferido do Fed. O Banco Central Europeu decide os juros às 10h15, e no Brasil sai o Caged, com os dados de emprego formal de setembro, às 14h30.
- Copom. o Banco Central brasileiro decide a Selic, hoje em 13,75% ao ano, no dia 4 de novembro. É a primeira reunião depois da eleição.
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